segunda-feira, 15 de junho de 2015

Vegetarianos morrem menos de doença cardíaca e de câncer

Death and Disease Rates of Vegetarians and Vegans – Summary of Prospective Cohorts, 1960–2014



          Uma revisão sistemática de 7 estudos envolvendo 124.706 participantes demonstrou que os vegetarianos apresentam mortalidade por todas as causas 9% menor quando comparados a não vegetarianos. 

          A mortalidade por doenças cardíacas isquêmicas foi significativamente menor nos vegetarianos, atingindo um percentual de 29% de redução. Foi observada uma redução de 16% na mortalidade por doenças circulatórias e 12% menor na doença cerebrovascular. Os vegetarianos tiveram uma incidência 18% de câncer quando comparados a não vegetarianos.


Fonte: Huang et al. Cardiovascular disease mortality and cancer incidence in vegetarians: a meta-analysis and systematic review. Ann Nutr Metab 2012:60(4):233-40.

Riekki J. Death and Disease Rates of Vegetarians and Vegans - Summary of Prospective Cohorts, 1960-2014.

domingo, 14 de junho de 2015

Uma dieta vegana é capaz de reverter a angina






Um interessante relato de caso demonstrou que uma dieta vegana possui potencial para reverter a angina (dor no peito de origem cardíaca). O caso foi publicado em 2015 na revista Case Reports in Cardiology. 

Um homem de 60 anos procurou assistência médica com uma história típica de angina relacionada com o ato de caminhar por uma curta distância (meia quadra), com o estresse emocional e com o tempo frio.
Ele foi submetido a uma ergometria (teste da esteira) por 9 minutos, que precipitou a dor no peito e resultou numa depressão ST inferoapical de 1,5mm. O homem também apresentava pressão arterial alta limítrofe, índice de massa corporal (IMC) 26 kg/m2 e lipídios séricos elevados.
O paciente recusou procedimentos invasivos e uso de medicações. Ele decidiu escolher o uso de uma dieta vegana (sem carnes, peixes, ovos, leite, queijo e derivados). A dieta consistia primariamente de vegetais, frutas, grãos integrais, batatas, feijões, leguminosas e nozes. Sua dieta anterior consistia em frango sem pele, peixe, laticínios com pouca gordura e alguns vegetais, frutas e nozes.
Depois de 4 meses o seu IMC baixou de 26 kg/m2 para 22 kg/m2, sua pressão arterial normalizou e seu colesterol LDL baixou de 158 mg/dL para 83 mg/dL.  O colesterol total baixou de 234 mg/dL para 148 mg/dL. A pressão arterial baixou de 140/80 mmHg para 112/70 mmHg. Ele passou a caminhar 1 milha (1,6km) sem angina.
Dois anos após a primeira avaliação, ele era capaz de caminhar 4 milhas sem sintomas e sem o uso de medicações.



Fonte: Massera D, et al. A whole-food plant-based diet reversed angina without medications or procedures. Case Rep Cardiol. 2015;2015:978906.

Dietas Vegetarianas associadas com menor mortalidade


As dietas vegetarianas estão relacionadas com uma mortalidade menor, segundo um estudo publicado em 2013 na JAMA Internal Medicine. Os vegetarianos em geral tiveram um risco 12% menor de mortalidade. Os veganos (indivíduos que excluem carne, peixe, ovos, leite, queijo e outros derivados da dieta) tiveram um risco 15% menor, mas sem significância estatística.



Fonte: 1-Orlich MJ, et al. Vegetarian dietary patterns and mortality in Adventist Health Study 2. JAMA Intern Med 2013 Jul 8:173(13):1230-8. 

2-http://www.veganhealth.org/articles/dxrates

sábado, 8 de março de 2014

Água e Produção de Alimentos



Num interessante artigo publicado em 2004 por David Pimentel e colaboradores da Cornell University, Water Resources, Agriculture and the Enviroment, os autores fazem uma abordagem que a agricultura e a pecuária têm nas reservas de água e no meio ambiente.

Numa interessante tabela apresentada no estudo são demonstrados os gastos de água com determinados alimentos. Os dados são surpreendentes:

Arroz (1Kg)  1600 litros de água
Trigo (1Kg)   900 litros de água
Milho (1Kg)   600 litros de água
Frango de corte (1Kg)   3500 litros de água
Porco (1Kg)  6000 litros de água
Bife (1Kg)  43,000 litros de água
Ovelha (1Kg)   51,000 litros de água

Uma vez que muitas autoridades alertam para a necessidade do uso inteligente dos recursos hídricos do planeta, não é uma impropriedade consumir animais?





















Antibióticos em Animais




Você sabia que antibióticos são utilizados na ração animal?

Por incrível que pareça, a prática é realizada e segundo especialistas tal uso é nocivo para a saúde humana, conforme o texto abaixo de José Eduardo Mendonça1.

Em matéria publicada em janeiro de 2014 no site Ruralbrpecuaria2, é referido que a Food and Drug Administration (FDA), órgão governamental que fiscaliza a indústria alimentícia e de medicamentos, quer proibir o uso dessas substâncias nas rações. Segundo o site, "o uso desses medicamentos poderia prejudicar ou até matar seres humanos".


Segundo os site Brasilsus3, a bactéria MRSA (methicillin-resistant Staphylococcus aureus), um tipo de estafilococo resistente à meticilina passou do gado para humanos. Existem evidências genéticas que comprovam isso.






Antibióticos em animais prejudicam humanos                                
José Eduardo Mendonça 


Uso é desnessário e cria bactérias super-resistentes
Os antibióticos não são necessários para a produção das carnes que comemos, mas não essenciais na medicina moderna. Mas porque eles são usados em animais? Desde os anos 1950, tornou-se rotina acrescentar baixos níveis de antibióticos nos alimentos de gado e aves, para promover seu crescimento mais rápido e impedir infecções que tendem a ocorrer quando os animais são amontoados aos milhares em condições insalubres.
O uso desnecessário de antibióticos em fazendas é o maior culpado pelo aumento de bactérias resistentes a drogas,  e elas são uma crescente ameaça à saúde pública. Ao usarmos em excesso antibióticos em animais saudáveis, estamos tornando menos eficazes as drogas que médicos utilizam para tratar doenças como pneumonia, faringite e infecções no ouvido. Além disso, temos poucos novos antibióticos para substituir aqueles que não funcionam mais.
Cerca de 80% dos anbióticos produzidos nos Estados Unidos são usados não em humanos, mas em animais. Pior ainda, 83% dos antibióticos dados a animais no país são administrados para rebanhos inteiros, sem que se saiba se os animais estão doentes. Muitos estudos mostram um grande número de organismos resistentes em carnes e aves. Um estudo recente, por exemplo, mostrou que cinco cidades americanas encontraram o Staphylococcus aureus em 47% das amostras. 96% destas amostras eram resistentes a pelo menos um tipo de antibiótico, e 52% eram resistentes a um coquetel deles. O tratamento de infecções resistentes a drogas custa aos americanos até U$ 26 bilhões por ano.
Quando os animais recebem antibióticos em doses muito baixas para matar suas bactérias infecciosas, elas sobrevivem e florescem porque são resistentes. Ao se multiplicarem, passam adiante sua resistência. Elas partilham isto com outras espécies de bactérias, levando a uma resistência disseminada e à criação de superbactérias. E estas se espalham através de alimentos, pelo ar e pela água, e através de trabalhadores nas fazendas, informa a Mother Nature Network.


Fontes:


1 - http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-urgente/antibioticos-em-animais-prejudicam-humanos/


2 - http://pecuaria.ruralbr.com.br/noticia/2014/01/orgao-norte-americano-quer-proibir-uso-de-antibioticos-em-racao-animal-4379381.html


3 - http://www.brasilsus.com.br/noticias/8-destaques/120209-bacteria-resistente-a-antibioticos-passou-do-gado-para-humanos.html